Ainda ando bendizendo os dias que se tornaram cheios.
Alegrando-me por amigos que erguidos numa paisagem de lampejos e paz dançam com alegria incontida a arte de celebrar a vida e, me levam junto por entre bromélias e templos, becos e assuntos, ritos de beleza, ensino, contenteza e barulhinho bom.
Suspiro desajeitada sem entender muitas vezes o vai e vem dos trâmites.
Cavoucadora de infinitos viro bicho e não me aparto das vertentes mais ternas.
Embora alguns afirmem que o ser humano é o lugar onde o mal se concretiza dou uma de desentendida e prossigo no acompanhamento da marcha santa.
Penso que haverá sempre um recanto onde a verdade sobrepõe a dúvida, o amor afoga o ódio e alguns abraços bem apertados são muito capaz de curar as dores mais fundas.
Que venha a primavera multicolorindo a aflição das paisagens, purificando a mente dos que ingressam pelas veredas espinhosas e que com sua força mental cria um ambiente inóspito, desadequada, desprovido de harmonia e nesse ambiente dão de padecer.
Que venha Setembro com seu colar de miçanga e flores que estampam janelas.
Ainda preciso saber identificar os ruídos celestes e descobrir as pegadas de Deus na varanda. O céu também começa nas pedras e as minhas, igualmente a de Drummond vez ou outra estanca no meio do caminho, única diferença é que no finalzinho do dia, bem no finalzinho, ela brilha.